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sábado, 20 de novembro de 2010

Expo 2010 Shanghai – Ásia

A área que mais chamava atenção na Expo era, com certeza, a dos pavilhões da Ásia. Talvez pela proximidade geográfica e certa similaridade de culturas, os chineses se sentiam mais interessados e atraídos em visitar os pavilhões desses países.

Além disso, muitos dos pavilhões eram bem chamativos, com uma arquitetura típica (Malásia e Tailândia) ou algo futurista (Cingapura e Filipinas).



Acabei não entrando em nenhum desses pavilhões por causa das filas... E também porque já tínhamos andado um bom bocado e a Expo estava para encerrar as atividades do dia. De qualquer forma, já valeu poder observar um pouco da arquitetura externa.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Expo 2010 Shanghai

Desde a minha primeira ida à Shanghai, sempre achei a cidade um canteiro de obras. Segundo os chineses, as obras eram em função da Expo 2010, pois a cidade estava se preparando para abrigar o evento nesse ano.

A Expo, ou Feira Mundial, é um evento global onde os países montam seus pavilhões para divulgar sua imagem e também para expor algo relacionado a algum tema. A versão de 2010 tem como slogan: “Better City, Better Life”.

Realmente Shanghai estava muito melhor nessa minha última viagem, pois todas as construções que eu vi em curso já estavam terminadas. Muitas ruas e avenidas foram remodeladas, novas linhas de metrô foram inauguradas e já não havia mais aquela poeira de concreto nas ruas. Até as obras em andamento foram suspensas pelo governo.

Em matéria de organização e planejamento, tenho que dar o braço a torcer para os chineses. Não quero julgar o mérito e como eles fizeram tudo isso acontecer, mas não deixa de ser um exemplo para os brasileiros.

Toda a área destinada a exposição foi reurbanizada. Alguns pavilhões foram construídos para servir de centro de exposições e de eventos permanentes e serão deixados lá, a exemplo do Pavilhão Chinês e do Centro Cultural da Expo (mais parecido com um disco voador). Os outros pavilhões serão desmontados e deverão dar espaço para conjuntos de escritórios numa área onde realmente haverá um aproveitamento de todo o investimento que foi feito. Esse é um grande exemplo para nossos governos: fazer algo que sirva como um legado para a sociedade!


Mas o que impressiona, além da grandiosidade do evento, é o número de visitantes... No dia em que visitei a Expo, tinham ‘apenas’ 300 mil visitantes. Isso mesmo!!! Trezentos mil visitantes. O motorista de taxi disse que nós tínhamos escolhido um dia bom. Agora em outubro, próximo ao final da feira, houve um pico de mais de 1 milhão de visitantes num único dia!!! Pode isso? Só se for na China!
Para quem não acredita nisso ou acha que eu estou enganado, basta checar o site: http://en.expo2010.cn/


Só dá pra dizer foi uma visita que valeu a pena. Principalmente por ser uma visita noturna, onde dava para ver os pavilhões iluminados destacando o design e a arquitetura... Mas isso será o tema de um próximo post.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Shanghai (上海) - China (中國) - Parte II

Estou escrevendo esse post no aeroporto de Shanghai, enquanto estou esperando o meu vôo de volta. Como o post anterior, eu só escrevi, mas não consegui fazer o upload, pois acho que as páginas do blogspot são censuradas. Se eu tento acessar daqui da China, o endereço fica indisponível. É mole?!? Não vou fazer nenhum comentário a respeito disso, pois vai que o governo chinês entende isso como uma crítica e cancela o meu visto para visitar a China.

De qualquer forma, vim pra cá no final de semana, fiquei trabalhando de segunda a sexta e estou vindo embora agora, para passar um dia em München visitando um grande amigo meu e depois voltando pra casa, finalmente!!!

Além das inúmeras e longas reuniões de trabalho, fui convidado para os jantares. Como convidado de honra, tenho o privilégio de sentar uma posição exata da mesa e também ser o primeiro a se servir com os pratos. Alguns dos pratos são bem gostosos, mas têm outros que são uma tristeza. Na verdade eu estou me acostumando com tudo isso, tanto que uma salada de água-viva é algo perfeitamente aceitável para mim. Mas dessa vez, o difícil foi encarar um prato de pepino do mar, exatamente como o dessa foto que achei na internet.


Imagem retirada da Internet

Mas como o que não mata, engorda, ou dá um bom desarranjo intestinal, não morri por comer isso. A aparência é horrível, a consistência é estranha e o gosto é neutro. Mas só de saber que é algo meio estranho, dá pra ficar um pouco cismado com isso.

Ah, algo muito interessante que aconteceu nessa viagem foi o eclipse total do sol. Esse é um fenômeno muito raro, pois foi o eclipse solar total de maior duração do século 21. Este aconteceu no dia 22 de julho. O próximo com uma duração semelhante a essa, de mais de 6 minutos, será apenas em 2132, quando eu estiver com 155 anos. Ou seja, é improvável que eu esteja vivo até lá.

Esse eclipse total pôde ser visto em algumas cidades da Índia, Nepal, China, Japão e outros países asiáticos. Pude perceber que muitos turistas estavam visitando Shanghai para ter a oportunidade de acompanhar esse evento raro. E eu estava lá de gaiato!




Imagem retirada do Wikipedia

Tudo isso é cientificamente interessante. E eu até estava empolgado para poder ver algo... Nos dias anteriores ao eclipse, o céu estava incrivelmente limpo, o que é muito raro para a China. Mas bem no dia do eclipse, o tempo fechou. E bem na hora do eclipse, começou a chover. Ou seja, não deu pra acompanhar direito o fenômeno... De qualquer forma, o clima ficou diferente, pois eram dez da manhã no horário local e tudo ficou muito escuro...

Mas agora é hora de ir embora! Acordarei amanhã de manhã chegando em Munique passarei o dia por lá. E esse será o assunto do próximo post.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Shanghai (上海) - China (中國) - Parte I

Pra variar um pouco, vim para Shanghai mais uma vez. É a sétima vez que venho para cá em pouco mais de dois anos. Não dá pra dizer que a China é um de meus destinos preferidos, mas tenho que vir pra cá por motivos profissionais. As viagens pra cá são sempre muito puxadas e cansativas. Tudo começa pela distância, passando pela pesada agenda de trabalho, pelos efeitos da diferença de fuso horário, e terminando com os inúmeros eventos e jantares que tenho com o meu grupo e com os fornecedores que venho visitar.

Dessa vez, ao invés de ter alguém me esperando no aeroporto, resolvi pegar o Maglev, o trem de levitação magnética super rápido que faz a conexão entre o aeroporto e Pudong. É um trajeto relativamente curto e a viagem é rápida. São apenas 7 minutos de viagem, onde o pico de velocidade é de 430km/h. Mas é tudo tão rápido que a gente nem aproveita muito a viagem.


Pra variar também, fiquei no mesmo hotel de sempre, o Jianguo, um quatro estrelas muito bem localizado em Shanghai. Pra se ter uma idéia da freqüência com que estou vindo pra cá, até as atendentes do hotel dizem: “Você por aqui novamente! Vai querer o mesmo apartamento de sempre?”. Tenho o privilégio de pegar um quarto no andar executivo, onde tenho direito a utilizar as salas de reunião do hotel e também a alguns drinks extras. Na verdade, o hotel acabou virando o meu escritório também, pois marco todas as reuniões no hotel mesmo para conseguir otimizar meu tempo entre as inúmeras reuniões que tenho. A grande vantagem é de que não preciso perder horas no trânsito ou mesmo em viagens pelo interior da China.


Ficar dentro do hotel também é uma boa por um outro grande motivo: é verão aqui na Ásia. A temperatura está sempre acima dos 35ºC e é muito úmido. Ou seja, toda a vez que ponho o pé na rua, parece que estou entrando numa sauna úmida. Por isso, não faço a menor questão de sair... Também pelo fato de já conhecer em detalhes os arredores do hotel...

Se eu saio do hotel, é ou para jantar ou para comprar algo num mega-shopping de eletrônicos que fica na mesma quadra do hotel, aqui no distrito de Xujiahui. Isso é algo interessante, pois sempre tenho a oportunidade de comprar algum gadget por um valor relativamente baixo... Mas a desvantagem é que eu sempre acabo comprando algo por impulso, que não necessito de verdade... Acho que nessas horas o meu lado consumista (talvez o viés feminino) predomine sobre o meu lado racional e acabo gastando um pouco mais que o necessário.

Só sei que estou com vontade de voltar logo pra casa, poder voltar a falar português e curtir um pouco do inverno brasileiro, pois acho melhor ficar num friozinho aconchegante e bem acompanhado do que ficar num calor muito úmido trabalhando...


domingo, 19 de abril de 2009

Aventuras na China – Parte II

Depois de passar a semana viajando pelo interior da China e visitando uma série de fornecedores, voltei para Shanghai, onde passei o final de semana…

Uma amiga minha perguntou se não dá pra ‘tirar uma casquinha’ durante a viagem e aproveitar pra conhecer algo novo ou comer num restaurante bom… Não vou mentir: até dá pra aproveitar e curtir um pouco. Mas eu garanto que os sacrifícios são maiores que os benefícios.

D
esde que eu cheguei aqui, já fui a ótimos restaurantes onde servem os mais variados frutos do mar, incluindo até king-crab e abalone. Mas também fui a cada lugarzinho... Vejam a foto abaixo. Não preciso dizer muita coisa, certo?!?


Esse restaurante fica com a cozinha aberta e voltada para a rua... Dá pra ver o jeito que eles preparam a comida e também a higiene do local... A comida não era ruim, mas dá um receio do caramba. Mas pelo menos não fiquei com dor de barriga.

M
as mesmo nos restaurantes luxuosos, tem comidas que são muito suspeitas. Se eu fosse fresco para comida, eu estaria ferrado... Que tal um prato preparado com a cabeça e as tripas de um peixe? Ou uma tartaruga cozida? Eu ainda não tive coragem de pedir a pobre tartaruga...



Ah, pela primeira vez, depois de várias vindas à China, fui a um McDonald’s pra matar a vontade de comer um real junkie food. Segundo o meu amigo chinês, o KFC é muito mais forte que o McDonald’s aqui na China. E os chineses não devem estar muito acostumados a comer burgers. Talvez por isso seja que grande parte dos sandubas do Mc são feitos a base de frango (que são bons, diga-se de passagem!).

E também fui pela primeira vez ao Jin Mao Tower, que deve ser ainda o 6º maior edifício do mundo e 2º maior da China, com 88 andares (421 m), que está ao lado direito da foto. O maior edifício da China é hoje o Shanghai World Financial Center, com 101 andares em 493 metros, que está do lado esquerdo da foto. Fui para lá para um jantar oferecido por um fornecedor.


Pois é... Viajar tem os seus sacrifícios. Mas também tem os seus benefícios...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Aventuras na China - Parte I

Passei o final de semana passado em Shanghai e logo depois iniciei minha viagem por algumas cidades do interior da China.

Shanghai é minha 'base' aqui na China, pois sempre venho pra cá e fico num mesmo hotel, onde estranhamente em me sinto 'em casa'. Os funcionários do hotel me conhecem pelo nome, sabem das minhas preferências de hospedagem e até se arriscam a um papo um pouco mais descontraído, o que não é comum na China... Isso pode parecer bacana, mas isso significa que eu tenho passado tempo demais por aqui...

Andar em Shanghai é uma aventura. Literalmente! Sempre sinto um alívio quando chego inteiro no hotel quando saio para caminhar. Quem já veio para cá sabe o quão difícil é andar e, principalmente, atravessar uma rua um pouco mais movimentada... Os motoristas chineses ainda não aprenderam conceitos básicos como mão e contra-mão e semáforo vermelho... E a calçada não deixa de ser uma extensão da rua para os motociclistas...

Mas desde o início da semana até agora, estou viajando pelo interior da China visitando alguns fornecedores. As distâncias aqui são muito grandes e, apesar das estradas serem bem melhores que as brasileiras, sempre gastamos um bom tempo de viagem dentro do carro, num trânsito bem maluco e arriscado.

O “pior” de tudo nessas visitas a fornecedores, é que eles sempre tentam me agradar. Por isso, sempre tenho que participar de banquetes intermináveis, com muita comida, muita bebida e muita gente... A comida é um capítulo à parte e farei um post em separado. A bebida é algo triste, pois eles bebem cerveja morna e um vinho muito ruim... Como sou o ‘convidado-mor’, todos querem brindar comigo. E haja bebida... Ou seja, é muito fácil tomar um porre de vinho ruim. Mas, o pior de tudo é ter que agüentar as pessoas fumando durante o jantar, entre um prato e outro... Agora imaginem uma sala fechada, com 17 (dezessete) pessoas numa mesa redonda enorme, com mais de 24 pratos diferentes de comida e mais da metade das pessoas fumando ao mesmo tempo. Que prazer que dá esse tipo de jantar?!?

A experiência nova que tive nessa vinda para a China, até o presente momento, foi numa casa de ‘foot massage’, também conhecida como reflexologia no Brasil. Isso é muito bom, pois relaxa que é uma maravilha. O seu pé é lavado com água quente e depois vem uma sessão que pode até parecer tortura chinesa, mas o resultado é muito bom. Toda a vez que venho para cá, eu vou pelo menos uma vez numa casa dessas. Mas dessa vez eu experimentei algo novo: a bacia que é utilizada para lavar e relaxar o pé tinha uma gelatina... Ou seja, parecia que eu tinha colocado o pé numa bacia cheia de sagu... Dava uma sensação tão esquisita que eu ficava dando risada! Mas depois de sair dessa casa, eu fiquei pensando: Eles começam com uma boa massagem no rosto e terminam com a massagem no pé... E será que eles lavam a mão entre uma massagem e outra?!?