quarta-feira, 15 de abril de 2009
Aventuras na China - Parte I
Shanghai é minha 'base' aqui na China, pois sempre venho pra cá e fico num mesmo hotel, onde estranhamente em me sinto 'em casa'. Os funcionários do hotel me conhecem pelo nome, sabem das minhas preferências de hospedagem e até se arriscam a um papo um pouco mais descontraído, o que não é comum na China... Isso pode parecer bacana, mas isso significa que eu tenho passado tempo demais por aqui...
Andar em Shanghai é uma aventura. Literalmente! Sempre sinto um alívio quando chego inteiro no hotel quando saio para caminhar. Quem já veio para cá sabe o quão difícil é andar e, principalmente, atravessar uma rua um pouco mais movimentada... Os motoristas chineses ainda não aprenderam conceitos básicos como mão e contra-mão e semáforo vermelho... E a calçada não deixa de ser uma extensão da rua para os motociclistas...
Mas desde o início da semana até agora, estou viajando pelo interior da China visitando alguns fornecedores. As distâncias aqui são muito grandes e, apesar das estradas serem bem melhores que as brasileiras, sempre gastamos um bom tempo de viagem dentro do carro, num trânsito bem maluco e arriscado.
O “pior” de tudo nessas visitas a fornecedores, é que eles sempre tentam me agradar. Por isso, sempre tenho que participar de banquetes intermináveis, com muita comida, muita bebida e muita gente... A comida é um capítulo à parte e farei um post em separado. A bebida é algo triste, pois eles bebem cerveja morna e um vinho muito ruim... Como sou o ‘convidado-mor’, todos querem brindar comigo. E haja bebida... Ou seja, é muito fácil tomar um porre de vinho ruim. Mas, o pior de tudo é ter que agüentar as pessoas fumando durante o jantar, entre um prato e outro... Agora imaginem uma sala fechada, com 17 (dezessete) pessoas numa mesa redonda enorme, com mais de 24 pratos diferentes de comida e mais da metade das pessoas fumando ao mesmo tempo. Que prazer que dá esse tipo de jantar?!?
A experiência nova que tive nessa vinda para a China, até o presente momento, foi numa casa de ‘foot massage’, também conhecida como reflexologia no Brasil. Isso é muito bom, pois relaxa que é uma maravilha. O seu pé é lavado com água quente e depois vem uma sessão que pode até parecer tortura chinesa, mas o resultado é muito bom. Toda a vez que venho para cá, eu vou pelo menos uma vez numa casa dessas. Mas dessa vez eu experimentei algo novo: a bacia que é utilizada para lavar e relaxar o pé tinha uma gelatina... Ou seja, parecia que eu tinha colocado o pé numa bacia cheia de sagu... Dava uma sensação tão esquisita que eu ficava dando risada! Mas depois de sair dessa casa, eu fiquei pensando: Eles começam com uma boa massagem no rosto e terminam com a massagem no pé... E será que eles lavam a mão entre uma massagem e outra?!?
sábado, 11 de abril de 2009
Bangkok (กรุงเทพมหานคร) - Tailândia
O Grande Palácio é, na verdade, um conjunto de templos à margem do rio Chao Phraya que servia de residência para os Reis da Tailândia. Dentre esses diversos templos, um dos que mais se destaca é o Wat Phra Kaew, que é o templo que abriga o Buda de Esmeralda. Mas todos os outros templos são interessantes e peculiares.
Fora esse passeio turístico, tive a oportunidade de experimentar um pouco da culinária deles, o que incluiu comer alguns espetinhos em carrinhos de rua (street food). Experimentei uma espécie de espetinho de lula na brasa com um molho de pimenta... E minha boca ficou ardendo por uns 30 min. Mas estava muito bom!
Para me locomover na cidade, acabei andando bastante de Skytrain, que é o trem elevado que corta a cidade. É um meio barato e eficiente de se locomover numa cidade onde o trânsito é caótico, muito parecido com o de São Paulo. Mas o Skytrain é igual o Metro paulistano no horário do rush: lotado! E, obviamente, não poderia deixar de ter andado num Tuk Tuk, que é o meio de transporte mais típico de Bangkok.
O hotel que eu fiquei - Pullman King Power - foi uma ótima escolha, pois o custo é relativamente baixo para um hotel cinco estrelas... Já fiquei em hotéis piores e bem mais caros! Definitivamente eu o recomendo, pois é bom, confortável e bem localizado, próximo à estação Victory Monument do Skytrain.
O aeroporto de Bangkok é bem moderno e com muitas opções de compra no free shop. A sala VIP da Thai Airways tem uma decoração bem sóbria e é confortável. E viajar de Thai Airways for uma experiência bem positiva. Apesar das aeronaves não serem das mais novas (as da Lufthansa são bem melhores e mais bem conservadas), o serviço é acima da média. As comissárias são sempre muito atenciosas e prestaram um ótimo atendimento.
Bangkok é um destino que eu realmente recomendo. Vale a pena visitar essa cidade por sua história, cultura e paisagens. Ah, justo período em que fiquei lá, havia uma certa agitação no ar por causa de protestos políticos dos ‘camisas vermelhas’. Esse é o mesmo grupo que bloqueou o aeroporto de Bangkok em novembro de 2008 e causou transtornos para milhares de viajantes nessa ocasião. Mas felizmente eu não vi nada disso e consegui sair do país sem nenhuma dificuldade.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Econômica vs. Executiva vs. Primeira Classe
Para um mesmo trecho, uma passagem em classe econômica sai a partir de USD 817.00. A passagem em classe executiva sai a partir de USD 2,899.00 e a passagem em primeira classe fica em USD 7,690.00. Ou seja, uma passagem de executiva equivale a 3,5 passagens de econômica. E a passagem de primeira classe equivale a 9,4 passagens de econômica ou 2,7 de executiva.
Analisando apenas os números, parece ser um absurdo... E, para o meu bolso, realmente é!!!
Mas vamos analisar essa diferença de preços de uma forma bem simplória, afinal não sou um expert em assuntos relacionados à aviação. Não vou falar de custos operacionais, taxa de ocupação, manutenção, taxas aeroportuárias, etc e tal...
Um assento em classe executiva deve ocupar, dentro da aeronave, o mesmo espaço de 4 ou 5 assentos de classe econômica, pois há mais espaço para as pernas e também é possível reclinar a poltrona de forma a se ficar esticado, mas com uma ligeira inclinação (incômoda) em relação ao piso do avião. Ou seja, um passageiro em classe executiva ocupa o espaço de ao menos 4 passageiros em econômica, o que deve justificar essa diferença de preços.
A mesma análise vale para a primeira classe, onde um assento (ou cama) deve ocupar o espaço de cerca de 8 assentos de econômica. O assento na primeira classe do 747 que faz o trecho FRA/GRU/FRA é literalmente uma poltrona que vira uma cama: totalmente esticado e paralelo ao piso da aeronave.
Ou seja, se analisarmos a questão do preço baseado na ocupação por área dentro da aeronave, até que faz sentido... Sem falarmos na questão da rentabilidade por passageiro em função da classe do vôo. Obviamente o lucro por passagerio de executiva ou primeira classe é muito maior que o da econômica, que é algo muito mais competitivo e sem muita possibilidade de diferenciação entre os concorrentes.
Já um passageiro de luxo (primeira classe), não vai comer 8 vezes mais que um passageiro de econômica, mas sim comer melhor e demandar mais atenção. Na primeira classe da Lufthansa, o serviço é impecável. Você é tratado pelo seu nome, dão-lhe um pijama classudo, a nécessaire que dão é completa e com artigos diferenciados e você tem uma variedade de revistas para leitura. A comida é um capítulo à parte, pois logo de início você recebe umas macadâmias super selecionadas que mais parecem nozes inteiras de tão grandes que elas são... Eles lhe oferecem champagne ou, se você preferir, como foi o meu caso, uma bela dose de Johnny Walker Blue Label. Nas refeições, eles servem caviar de entrada e, muitas vezes, constam no cardápio king crab ou camarões...
Eu só posso dizer que a experiência é realmente incrível! Eu não estou fazendo propaganda da Lufthansa e não ganho nada a mais por isso... Mas é que eu viajo muito por essa companhia, já fiz trechos curtos, médios e longos nas mais diversas classes e posso dizer com categoria que é uma das melhores companhias aéreas para se viajar.
terça-feira, 31 de março de 2009
Tá meio devagar...
sábado, 14 de março de 2009
Fotos de Viagens
Antes de escrever esse blog, já fazia uploads no site do Flickr. Então, pra facilitar, é só vocês clicarem no link que segue para ver algumas das muitas fotos que tiro nas minhas viagens.
http://www.flickr.com/photos/fmnarahara
Espero que gostem e comentem a respeito!
quinta-feira, 5 de março de 2009
O que eu faço durante as viagens?

Eu até pensei em escrever um blog sobre as comidas que experimento nas viagens, pois já tive muitas experiências interessantes e exóticas. Mas já faço algumas colaborações no blog da minha irmã, que é exclusivamente dedicado ao assunto "comida".
Então pra não ter nenhuma redundância e nem concorrer com o blog dela, eu simplesmente informo o link que vocês poderão ler não somente sobre as minhas experiências, mas também sobre os posts dela. Por isso, visitem:
http://yuminamesa.blogspot.com/
Ela atualiza o blog dela com muito mais frequência, talvez por não ter mais o que fazer... Mas acompanhem os meus posts lá!
Ah, aproveitando... Outra coisa que tenho o costume de fazer é de comprar uma bebida típica do país que estou visitando pra completar o meu bar... O problema é que daqui a pouco o espaço do bar acaba!
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Carnaval em Prudentópolis
Com exceção das pedaladas e das caminhadas, esse foi um carnaval bem sossegado... Nada de agito e nem de escolas de samba. Só curtindo a natureza.
Se forem para lá, recomendo o Hotel Elite, apesar de ter ficado em outro, o Mayá, que não é ruim. Mas o Elite parece ser melhor por ser mais novo. E não esperem nenhuma estrutura especial para turismo, pois a cidade ainda não se deu conta de que pode lucrar bastante com o ecoturismo.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O que eu faço antes de viajar para o exterior?
- Quais são os idiomas oficiais do país?
- É necessário visto?
- É necessário algum tipo de vacina?
- Qual a taxa de câmbio para a moeda local?
- Qual é o clima da região?
- Qual é a zona horária da região?
- Informações sobre a costumes locais
- As reuniões de trabalho exigem trajes formais?
- Será que o meu celular funciona sem problemas?
- O seguro de viagens está em dia?
- Onde fica o consulado brasileiro mais próximo?
Se você souber responder todas essas perguntas, está pronto pra iniciar a viagem!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Lounges VIP de Aeroportos
O melhor lounge que já entrei é, sem dúvida, o da Primeira Classe da Singapore Airlines no aeroporto Changi (SIN) em Cingapura. O ambiente é bem decorado, confortável e com diversas opções para passar o tempo (TVs, revistas, jornais, acesso à internet, poltronas confortáveis, salas para descanso, chuveiros para banho) e também com comida e bebida à vontade. E, pelo menos da vez em que estive lá, é bem vazio.
Outros lounges que eu gosto são os Lounges Senator da Lufthansa, dos aeroportos de München (MUC) e Frankfurt (FRA) na Alemanha. Todos eles são confortáveis, apesar de serem bem movimentados. O que eu gosto de um lounge específico de Frankfurt é que você pode embarcar direto do lounge para a aeronave, sem ter que aguentar aquela muvuca, pois sempre tem uns espertos que querem furar a fila ou embarcar quando não é a vez deles...
Por incrível que pareça, eu gosto do lounge da Varig em Cumbica (GRU), que é compartilhado com alguns vôos da Star Alliance. Depois da reforma, o ambiente da sala ficou agradável, apesar de não ter nada demais. Pelo menos essa é uma opção para não ter que ficar ou andando pelo corredor ou sentado naquelas cadeiras desconfortáveis próximas ao portão de embarque.
Os piores lounges que conheço são o de Bogotá (BOG) e do terminal 1 do aeroporto de Shanghai (PVG). As salas são horrorosas, tanto que nem vale a pena descrevê-las...
De qualquer forma, só a possibilidade de ficar num espaço mais reservado onde eu posso sentar e relaxar um pouco antes de enfrentar os voos é uma maravilha!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Bogotá, DC - Colômbia
Estou agora em Bogotá e volto logo para casa. Essa é a primeira vez que venho para cá e não tive muita chance de passear, pois a agenda de trabalho foi muito intensa. De qualquer forma, a impressão que tive da cidade foi muito positiva.
Como toda a cidade grande, principalmente nas latino-americanas, o trânsito é terrível e caótico. Aqui existe o ‘Pico y Placa’, que é equivalente ao rodízio de carros de São Paulo, só que algo muito mais restritivo. São quatro finais de placa por dia, durante o dia inteiro. Ou seja, um carro não pode rodar na cidade durante dois dias da semana. E ontem eles promoveram um dia sem carro. Ou seja, apenas taxis, ônibus e motos circulavam. Pelo menos os taxis aqui são abundantes e baratos, apesar de muitos dirigirem mal, dando a impressão que estamos numa montanha russa.O interessante de circular por aqui é que existe uma referência natural que é impossível de ser ignorada. As montanhas da cordilheira ficam ‘ao oriente’, ou seja, ao oeste da cidade. De onde quer que esteja, é fácil ver as montanhas e concluir para onde fica o norte e para onde fica o sul.
O povo é muito simpático e educado... São ‘muy amables’. E a culinária é algo interessante. Apesar de Bogotá estar longe da costa, os pratos com pescados e mariscos são fáceis de serem encontrados e muito saborosos. Isso me lembra a culinária chinesa ou mediterrânea. Aproveitei para comer peixes grelhados, camarões e até ceviche, mas que é preparado de uma forma diferente do peruano e do chileno.
O hotel em que estou é muito bom. Bom até demais pro meu bico. O Radisson Bogotá fica junto a um conjunto empresarial e próximo ao shopping Hacienda Santa Bárbara e ao ‘cento histórico’ de Usaquen. Nessa região existem alguns bares e restaurantes bacanas para se freqüentar a noite. Mas o quarto do hotel merece um comentário... O quarto deve ter uns 65m2. Tem uma sala grande, o quarto também e grande, tem um lavabo e um banheiro. Dos 65m2, só devo ter usado uns 25m2. Sinceramente, não preciso de tudo isso. Só fique aqui por que o General Manager com quem me reuni costuma ficar hospedado nesse hotel.
Vim pra cá e voltarei de Varig. É incrível saber que a Varig ainda voa. O vôo estava vazio. Era um 737 e eu podia escolher uma fileira de assentos que não tivesse ninguém para deitar e dormir. Vamos ver se o vôo de volta vai ser assim também. A aeronave é velha e sem nenhum entretenimento ou conforto. Sequer existe a classe executiva. De qualquer forma, vale à pena comentar, o esforço individual de alguns comissários fez valer o vôo em função da atenção e empenho em que eles fazem o trabalho...
